Na minha estante: Pai, me compra um amigo? (Pedro Bloch)

Postado por , 30 de maio de 2014 | 3 comentários
Mulher lendo em uma biblioteca - Deviantart

O livro Pai, me compra um amigo?, de Pedro Bloch, autor brasileiro, foi o meu primeiro. Ou, pelo menos, o meu primeiro livro "de verdade", se é que me entende. Os anteriores eram do Mané Coelho, Cachinhos dourados... Muitas imagens, poucas palavras. Você me entende.
     Eu tinha cerca de sete ou oito anos na época em que eu o recebi de meu pai, que, por sua vez, o havia ganhando ainda em sua adolescência. Você pode imaginar o quão velhinho ele deve estar... E, realmente, está bem acabado, como você pode ver na imagem abaixo:

Sessão Caseira: Os Inocentes (1961)

Postado por , 29 de maio de 2014 | Nenhum comentário
Senhorita Giddens e a aparição. Os Inocentes (1961) - A volta do Parafuro - Henry James

Henry James não poderia ter sido mais feliz ao escrever o conto "A volta do parafuso" (século XIX). Sua obra, infelizmente pouco conhecida por aqui, é, talvez, a primeira do gênero horror em que nossas mentes acabam sendo enganadas e o final acaba por nos chocar, levando-nos a refletir e pensar um pouco sobre a loucura e a realidade. É, também, um prato cheio para os amantes do mistério e das histórias de fantasmas. E foi por ser um conto tão bom que, em 1961, quando alguns filmes ainda eram feitos em preto e branco, que resolveram adaptar "A volta do parafuso" para as telonas, ganhando o nome de Os Inocentes.

Olá, Blogosfera!

Postado por , 28 de maio de 2014 | Nenhum comentário
Preto e branco. Homem na rua. Tumblr. We heart it. Deviantart. Dark. Dark vintage.

O título da postagem não é criativo, mas eu não me importo. Apenas troquei o "Olá, mundo!", típico de quem está aprendendo algoritmos no computador, por "Olá, Blogosfera!", já que é o lugar onde estou chegando agora. E onde eu espero ser bem vinda. Falando nisso, você é MUITO bem vindo aqui no blog, cujo nome, Dia Estranho, faz referência a uma música do The Cure chamada "A Strange Day".
Aqui eu falarei sobre um pouco de tudo, pelo menos um pouco de tudo sobre o que eu sei, o que quero e gosto. Porque, sim, este é um blog pessoal. Mas não se preocupe, não limitarei o blog à meus pensamentos. Isso é chatíssimo! Ou não. Quem sabe...? O que quero dizer é que, quando falar de música, falarei sob a minha perspectiva em relação a ela. E, sim, aqui falaremos bastante sobre música, mas apenas música boa, o que quer dizer que teremos muito rock, erudita, folk, blues, etc. Também falaremos sobre filmes, livros, assuntos importantes e divertidos para não pesar a barra. Prepare-se para ler crônicas, poemas e muitas resenhas. Prepare-se igualmente para ler muitas postagens feitas com o maior carinho e dedicação. Por isso, aguarde minha próxima postagem. Para não perdê-la, siga o blog pelo gadget de seguidores ou por e-mail!
Fique agora com a música que inspirou o nome do blog, A Strange Day, do The Cure.


Um dia Estranho
(Tradução)

Me dê seus olhos para que eu possa ver
O homem cego beijando minhas mãos
O sol faz um zumbido, minha cabeça gira para a poeira
Enquanto ele toca de joelhos

E a areia e o mar crescem, eu fecho meus olhos
Movimento devagar pelas ondas indo embora num dia estranho

E dou gargalhadas enquanto sou levado no vento
Cego dançando em uma praia de pedra
Estime os rostos enquanto eles esperam pelo fim
Um silêncio repentino através da água e estamos aqui de novo

E a areia e o mar crescem, eu fecho meus olhos
Movimento devagar pelas ondas indo embora num dia estranho

Minha cabeça cai pra trás e as paredes colidem
E o céu e o impossível explodem
Preso pelo momento eu me lembro de uma canção
Uma impressão de som e então tudo se foi para sempre

Um dia estranho... Um dia estranho

Fonte da letra traduzida: Letras

A seca

Postado por , 23 de março de 2014 | Nenhum comentário

Sob os pés a terra quente,
que nossos calos não derrete.
Sobre a cabeça eis o sol,
que ao inferno remete;

Onde a vida nasce torta,
a terra amarga na língua,
a sede lhe mata o corpo
e a esperança tão sedo míngua;


Onde o céu límpido é seco,
e o dia é sempre azul,
abaixo de um sol infernal
e ao som fúnebre do urubu;

Onde há gargantas a implorar
por intervenção divina que não há.
Será ira injusta dos céus
sobre os que a sede manda matar?

Canta a morte pelos vales,
tão secos e amargos,
para os que nunca abrirão
aqueles belos sorrisos largos.



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Imagem: Os retirantes - Portinari.
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